Câmara sedia curso sobre planejamento municipal; emendas impositivas são abordadas

Geral 16.09 cursoemendas01Público assiste palestra de Jurandir DantasNa última quinta-feira (15), a Câmara sediou um curso sobre Administração Pública e Planejamento Municipal, que abordou, ainda, as regras para as Emendas Impositivas - dispositivo que permite, aos vereadores, indicar a aplicação de recursos do Orçamento. Com carga horária de 6 horas, o evento ocorreu no Plenário da Casa e foi ministrado pelo contador Jurandir Delmiro Dantas, diretor da Aconstec, empresa terceirizada que presta consultoria e assessoria contábil ao Poder Legislativo. 

Além de assessores parlamentares e de servidores da Câmara, participaram do curso os vereadores Alexandre Pinheiro (PTB), presidente da Casa, Altran (MDB), Andrea Garcia (PTB), Beto Carvalho (UNIÃO), Bruno Leite (UNIÃO), Camilla Hellen (Republicanos), Paranhos (MDB), Professor Adriel (PT) e Vitor Gabriel (PSDB). O contador do Legislativo, Jair Evangelista, também participou do curso, abordando conceitos técnicos e dando explicações sobre a aplicação das Emendas Impositivas.

REGRAS

Geral 16.09 cursoemendas02Palestrante exibe a Constituição Federal de 88

Aprovada no ano passado, a partir da inclusão de Emenda à Lei Orgânica, a Emenda Impositiva (também chamada de Orçamento Impositivo) garante que os vereadores indiquem verbas do Orçamento para aplicação em obras, serviços e ações de melhorias a serem implementadas pelo Poder Executivo. Conforme a regra - que deverá ser colocada em prática pela primeira vez, na Câmara -  1,2% da receita corrente líquida realizada no exercício anterior deverá ser destinada às Emendas.

Segundo Jair, para o Orçamento do próximo serão direcionados R$ 3,47 milhões - ou seja, cerca de R$ 231,8 mil para cada um dos 15 parlamentares indicar o uso. Desse total, a metade da verba de cada gabinete (R$ 115,9 mil) deverá ser para a saúde, explica o contador, ressaltando que, conforme a Constituição Federal, 50% das emendas são para essa área. Para o cálculo, tomou-se por base a receita corrente líquida apurada entre julho de 2021 e julho de 2022, que totalizou cerca de R$ 289,7 milhões.

Conforme a Lei Orgânica, a execução orçamentária e financeira da programação incluída por emendas individuais é obrigatória, e a não aplicação do dinheiro, de acordo com o indicado pelos vereadores, consiste em crime de responsabilidade por parte do prefeito. Segundo o Setor de Processo Legislativo, após o protocolo da proposta de Lei Orçamentária Anual, na Câmara, os parlamentares poderão indicar suas Emendas. O prazo para envio do Projeto, pela prefeitura, se encerra em 30 de setembro.

ENTENDA

Emenda Impositiva - “instrumento pelo qual os vereadores podem apresentar emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA), destinando recursos do município para determinadas obras, projetos ou instituições”.

Em Monte Mor, caberá a cada vereador indicar o valor de R$ 231.804,88 (sendo que a metade, R$ 115.902,44, deverá ser direcionada para a área da saúde).

Para o cálculo, tomou-se como base a receita corrente líquida entre julho de 2021 e julho de 2022, que foi de R$ 289.756.096,05 (ou seja, calculou-se 1,2% desse valor, o que equivale a R$ 3.477.073,15, total de emendas impositivas a serem destinadas pelo  Poder Legislativo). 

Também chamada de Orçamento Impositivo, Emendas correspondem à “obrigatoriedade de o Poder Executivo vir a cumprir as chamadas emendas individuais de autoria parlamentar”, conforme previsto na Constituição Federal de 1988.   

Fonte: Slides exibidos durante o curso pelos palestrantes (15/09/2022)

IMAGENS

Para Vitor Gabriel, falta de manutenção em ruas do Jardim Colina prejudicaram resgate

VitorGabriel 12.09.2022 Discurso“Ambulância poderia chegar lá com um pouco mais de rapidez, se as ruas estivessem pelo menos acessíveis”, disse Vitor GabrielO vereador Vitor Gabriel (PSDB) afirma que a falta de manutenção em ruas do bairro Jardim Colina prejudicou o resgate de uma paciente, no dia 7 de setembro. Na sessão ordinária da última segunda-feira (12), ele parabenizou o esforço do condutor da ambulância e da servidora técnica que atuaram no caso, que foi acompanhado de perto pelo parlamentar. 

Vitor destacou que a remoção foi difícil, já que muitas ruas do bairro estavam intransitáveis, impedindo a circulação do veículo. O vereador afirmou que, após muito esforço, a equipe conseguiu realizar a remoção e acolhimento, e levou a paciente Maria de Fátima Pardim da Silva até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a mesma não resistiu e faleceu.

“Mas eu pedi, jogue pedra. Depois que a prestadora faz o procedimento da encanação, jogue pedra”, disse o vereador, no discurso, sobre as ruas do bairro. Ele ainda destacou que não estava afirmando que a morte tenha sido por culpa de alguém. “Mas a ambulância poderia chegar lá com um pouco mais de rapidez, se as ruas estivessem pelo menos acessíveis”, disse.

“ILHADOS”

Na sessão, Vitor também agradeceu ao gerente da Sabesp, Evandro Thomé, presente no Plenário, pelo atendimento prestado ao seu gabinete. E afirmou que a prefeitura deveria ter um cronograma, “e sensibilidade”, para jogar pedra nas ruas “antes de acontecer as coisas”. Ele relatou que, com as obras na Rua Um, do bairro, o Poder Executivo deveria ter jogado pedras nas Ruas Trinta, Quatro, Três e Dois, o que não foi feito, e as “pessoas ficaram praticamente ilhadas lá”. Antes do discurso, o parlamentar pediu um minuto de silêncio pela morte de Maria de Fátima; e, também, por Rogério Pereira, que faleceu naquela data.

Verba para “fazedores de cultura” é debatida em audiência da CFO; outros PLs são explicados

Geral 09.09.2022 cfo 01Com o celular, assessor parlamentar filma a audiência pública da Comissão de Finanças: evento debateu seis Projetos de Lei de iniciativa do Poder Executivo, relativos a verbasDurou cerca de duas horas a audiência pública da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO), que debateu Projetos de Lei (PL) da prefeitura que se referem a verbas de áreas diversas - incluindo Assistência Social, Saúde, Segurança Pública e Cultura (no último caso, recursos da Lei Complementar Federal 195/2022, conhecida como Lei Paulo Gustavo). O evento foi no Plenário da Câmara, na última sexta-feira (9), com transmissão pela internet (reveja).

Na maior parte do tempo, a discussão abordou o PL 116/2022. O diretor municipal de Cultura, Marcelo Lírio, explicou que a Lei Paulo Gustavo destina recursos federais para “sanar os males da pandemia, no setor cultural”, um dos últimos a retomar as atividades. Ele destacou que a verba, totalizando R$ 534,4 mil, será direcionada aos “fazedores e fazedoras de cultura de Monte Mor”, que serão selecionados por edital de credenciamento de projetos. 

Na presença de integrantes da classe artística municipal, que estiveram no Plenário, Lírio ainda salientou a necessidade de se fazer a devida adequação no Orçamento, com a inclusão da verba federal, para que os recursos “cheguem esse ano”.  Representando a sociedade civil, Anderson Zotesso afirmou que se tratava de um importante passo para a construção de uma política cultural. “O artista também é um trabalhador, e merece receber”, afirmou, no evento.

A audiência contou com a presença dos integrantes da CFO - Altran (MDB), presidente, Bruno Leite (UNIÃO), vice, e Professor Adriel (PT), secretário - além de Camilla Hellen (Republicanos), Paranhos (MDB) e Vitor Gabriel (PSDB). Da prefeitura, ainda participaram o secretário de Segurança, Anderson Palmieri, Maria Stela Forchetti, representando a pasta de Desenvolvimento Econômico e Social, e Wilson Bragança, que comentou o PL da saúde.

OUTRAS VERBAS

Geral 09.09.2022 cfo 02Vereadores e demais participantes da audiência públicaAnderson Palmieri esclareceu que o Projeto de Lei (PL) 124/2022 tem o objetivo de viabilizar a “devolução de aplicação de saldo de convênio”, no valor de R$ 4.739,67, ao Ministério da Justiça. O secretário destacou que o recurso consiste em “sobra” da emenda parlamentar que viabilizou a compra de viaturas, já entregues na semana passada. 

Sobre os PLS 115 e 117 (ambos da área de assistência social), Maria Stela explicou que o primeiro Projeto garante R$ 60 mil para calamidades públicas; e o segundo Projeto, R$ 38.473,31 para fortalecimento do Cadastro Único, inclusive com a compra de notebook para viabilizar os trabalhos das equipes. Segundo ela, foi feito mutirão para atualizar o cadastro.

Diretor de Planejamento, Wilson Bragança comentou o PL 122, com crédito federal de R$ 3.143,07 para custeio do “Programa Saúde com Agente”, de formação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O PL 120, da área de Meio Ambiente, não foi debatido, pois foi retirado de tramitação, pela própria prefeitura. 

Na audiência, munícipes presentes e internautas puderam fazer comentários e perguntas sobre os assuntos. Parlamentares também esclareceram dúvidas, fizeram questionamentos, e, inclusive, orientaram que haja um maior detalhamento das justificativas dos Projetos que possuem pedidos de tramitação urgente, além da padronização de proposituras. 

ALGUMAS IMAGENS

Vitor Gabriel reclama de problemas em vias públicas: morador paga impostos e é lesado

VitorGabriel 05.09.2022 02Na sessão plenária, Vitor Gabriel ainda citou a coleta de assinaturas em prol da instalação de passarelas na Rodovia SP 101, em Monte MorCobranças por melhorias e adequações em vias públicas foram realizadas pelo vereador Vitor Gabriel (PSDB), na sessão ordinária da última segunda-feira (5). No pronunciamento, o parlamentar pediu que a prefeitura faça a manutenção na Rua Um do Jardim Colina, com a colocação de pedra, tão logo seja concluído o serviço de tubulação, realizado por uma empresa.

Na sessão plenária, Vitor salientou que a medida visa evitar com que os moradores do bairro - que já sofrem com “esgoto a céu aberto, poeira e lama” - fiquem “ilhados” após as chuvas. Ele também pediu providências da prefeitura para a rua principal do Jardim Paulista - onde uma empresa de telefonia realizou serviço e não tampou o buraco da via, causando riscos de acidentes graves.

O parlamentar ainda citou a coleta de assinaturas em prol da instalação de passarelas na Rodovia SP 101. E reclamou, também, da demora na retirada de entulho na Rua Trinta e Sete. “O morador, que paga impostos, acaba sendo lesado, acaba sendo prejudicado. Simplesmente porque os [seus] direitos são tirados”, afirmou, no Plenário da Câmara, destacando que irá reforçar as cobranças.

Foto Lado a Lado