Para fortalecer enfrentamento da pandemia, Câmara repassa R$ 800 mil e dois veículos à prefeitura

Vereadores e o prefeito durante a cerimônia que formalizou o repasse de R800 mil e a cessão de dois veículos à prefeituraVereadores e o prefeito, durante a cerimônia que formalizou o repasse de R$800 mil e a cessão de dois veículos à prefeituraEm cerimônia realizada no Plenário, nesta quarta-feira (16), a Câmara de Monte Mor formalizou o repasse de R$800 mil e a cessão de dois veículos à prefeitura, visando fortalecer as políticas municipais de enfrentamento da pandemia da Covid-19. O evento foi liderado pelo presidente da Casa, vereador Alexandre Pinheiro (PTB) - que, acompanhado da Mesa Diretora e de vereadores, realizou a entrega, ao prefeito Edivaldo Brischi (PTB), das chaves dos dois veículos Gol, que são atualmente locados pela Câmara, além do cheque simbólico do valor de duodécimo que foi repassado.  

O evento contou, ainda, com a presença do vice-presidente da Casa, Altran (MDB), do 1º secretário, Professor Adriel (PT), e da 2ª secretária, Andrea Garcia (PTB), além dos vereadores Beto Carvalho (DEM), Bruno Leite (DEM), Camilla Hellen (Republicanos), Nelson Almeida (Solidariedade), Paranhos (MDB) e Vitor Gabriel (PSDB); e, ainda, de assessores, servidores do Legislativo, e do assessor institucional da prefeitura, Dejan Garcia. “Esse recurso vai ser muito bem empregado, na atual gestão, no combate da pandemia do Covid-19”, salientou Alexandre.

O presidente da Câmara ainda explicou que o repasse dos recursos foi viabilizado a partir de estudos da Diretoria Geral e do Setor de Contabilidade da Casa, que concluíram que a tradicional “devolução” do saldo do duodécimo, que comumente ocorre no final do ano, poderia ser antecipada, sem prejuízos às contas do Poder Legislativo. Para Alexandre, o repasse é fruto de uma “inteligente redução de custos, que estamos trabalhando desde o início da gestão”. “Então, todos estão envolvidos nesse processo: servidores, assessores, vereadores”, afirmou, agradecendo à equipe da Câmara.

Na cerimônia, o presidente disse que os trâmites do repasse já haviam sido cumpridos, e procedeu à assinatura do termo de entrega dos automóveis, com o prefeito. “Esse dinheiro vem num momento muito importante, para a ajuda no combate do Covid”, agradeceu Brischi, ressaltando que, apesar de o número de pacientes internados com Covid estar zerado no município, atualmente, o “pós-covid vai ser muito preocupante”, inclusive com o aumento da demanda por fisioterapia. O recurso deve ser utilizado na aquisição de equipamentos para a Saúde; e os veículos, no transporte de vacinas.  

ELOGIOS

O prefeito Edivaldo Brischi assina o termo de entrega dos automóveis ao lado do presidente Alexandre e do vice presidente AltranO prefeito Edivaldo Brischi assina o termo de entrega dos automóveis, ao lado do presidente Alexandre e do vice-presidente AltranAlguns vereadores comentaram a iniciativa. Altran desejou que seja feito um “bom uso” dos recursos e dos veículos cedidos. Andrea Garcia parabenizou o prefeito, o presidente da Câmara e os demais vereadores, e ressaltou que o montante repassado é fruto de trabalho e da responsabilidade da gestão da Câmara. Já Professor Adriel considera que se trata de um “importante gesto” que a Casa fez em direção à luta contra a pandemia. “A luta contra a Covid-19 é de todos nós, e o Poder Legislativo não poderia se furtar desse momento tão importante e delicado que estamos atravessando”, disse. 

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Com oito votos contrários e seis favoráveis, pedido de abertura de CEI é rejeitado pela Câmara

PaineldeVotação Requerimento 09.08.2021Painel de votação: Requerimento de abertura de CEI foi rejeitado pelo PlenárioNa sessão ordinária desta segunda-feira (9), o Plenário da Câmara rejeitou o Requerimento 9/2021, que pedia a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) visando “apurar responsabilidades nos fatos ocorridos entre o prefeito [Edivaldo Brischi - PTB] e a população em situação de rua”. A propositura - que contava com a assinatura de oito parlamentares e dependia de aprovação da maioria absoluta, ou seja, da mesma quantidade de votos favoráveis - diz respeito à remoção de pessoas em situação de rua do município, ocorrida em julho deste ano após ação da prefeitura, conforme noticiado pela imprensa. O Requerimento foi rejeitado por oito votos contrários e seis favoráveis.

O pedido de abertura da investigação dos fatos era assinado pelos parlamentares Paranhos (MDB), Camilla Hellen (Republicanos), Bruno Leite (DEM), Milziane Menezes (PSDB), Beto Carvalho (DEM), João do Bar (PSL), Professor Adriel (PT) e Wal da Farmácia (PSL). Entretanto, Beto Carvalho (DEM) e Milziane Menezes (PSDB) votaram contra o Requerimento, assim como os vereadores Andrea Garcia (PTB), Altran (MDB), Nelson Almeida (Solidariedade), Pavão da Academia (MDB), Professor Fio (PTB) e Vitor Gabriel (PSDB). Assista neste link à íntegra dos debates ocorridos antes da votação, cujo resumo divulgamos logo abaixo, nesta reportagem.

O Requerimento rejeitado citava indícios de possíveis violações dos direitos humanos e de prática de crime de responsabilidade, por parte do prefeito, além de destacar a necessidade de apuração de indícios de crimes de prevaricação de agentes públicos relacionados ao caso - incluindo secretários municipais, diretores e coordenadores.  Visando “investigar e apurar se o ato praticado no dia 13/07/21 pelo Nobre Prefeito incidiu ou não em possíveis violações ou crimes, requeremos, portanto, a aprovação deste Requerimento”, solicitavam os parlamentares, no documento. Na semana passada, a Câmara também havia rejeitado denúncia de uma cidadã eleitora sobre o mesmo assunto (leia aqui a notícia).

DEBATES

PlenárioSessão 09.08.2021Plenário da Câmara: na sessão, vereadores comentaram a propositura rejeitadaAlguns vereadores comentaram o assunto. Paranhos (MDB) destacou que o Requerimento teve origem em seu gabinete; citou a repercussão nacional dos fatos narrados, inclusive; e classificou a ação da prefeitura como um “ato desumano, desrespeitoso e contra todos os princípios bíblicos e religiosos”. “Eu não sou técnico nesse assunto, mas sou um cumpridor de leis. E o que é fato é que tudo o que ele [o prefeito] fez não está previsto em lei”, afirmou, defendendo a abertura da investigação. Já Camilla Hellen (Republicanos) ressaltou que é competência do Poder Legislativo exercer a fiscalização dos atos do Poder Executivo, fazendo com que o mesmo cumpra as leis, regras e normativas.

Professor Adriel (PT) também reforçou que, dentre as funções dos vereadores, consta o papel de fiscalizar e investigar as ações do Executivo. “O que me motiva é esse papel de averiguar os fatos, [que são] graves”, afirmou, ressaltando que tal defesa não significa a aprovação do cenário de “barbárie, de desleixo e de prejuízo que muitos comerciantes e moradores estavam tendo, com ações isoladas de alguns moradores de rua”. “Será lamentável se nós nos furtarmos desse espaço de averiguação. Porque é uma oportunidade, até mesmo para o chefe do Poder Executivo, poder comprovar, com fatos e documentos, que há lisura, seriedade e inocência nos seus atos, diante dessa questão”, disse.

Já Beto Carvalho (DEM) disse que “cobrou firmemente” do prefeito, na reunião ocorrida na Câmara, questionando “o que realmente aconteceu” na data da remoção das pessoas em situação de rua; e que recebeu resposta, em 29 de julho, com documentação relativa ao caso. “Eu estou tomando essas medidas [de investigação dos fatos] já”, disse, citando documentação da Procuradoria de Justiça, de órgãos de Direitos Humanos e do Ministério Público. “Eu vou votar em cima de documentos, eu vou ser justo [...] Vou votar, primeiramente, no direito de ir e vir de quem realmente trabalha, de quem realmente tem um comércio e sofre ali dentro”, disse, justificando o voto contrário à propositura.

“Será que só existe o direito dos moradores de rua?”, questionou Altran (MDB), em discurso. Já Bruno Leite (DEM) disse que assinou o pedido de CEI; que recebeu a documentação citada por Beto; e que daria voto a favor da abertura da investigação - inclusive para provar que não “se vendeu”, que não “foi para a base do governo”, e que realiza um trabalho “sério e digno”. Professor Fio (PTB) salientou que o poder de decisão é dos parlamentares, e não das redes sociais. Defendeu que se legisle em prol da cidade. E salientou que a disseminação de notícias falsas, postadas nas redes, pode inclusive configurar crime. “A gente tem que começar a trabalhar, esquecer Facebook, e estar na rua trabalhando”.

Vitor Gabriel (PSDB) disse que “ninguém pensa nos moradores de rua, realmente”. “Hoje o pessoal faz política em cima dessa questão”, afirmou, defendendo a sua honestidade, destacando a importância da união entre os vereadores. “Hoje a gente não tem a união para mudar a cidade [...] É uma disputa de poderes, onde ninguém está pensando na população”, afirmou. Já Andrea Garcia (PTB) afirmou que pessoas em situação de rua estavam “violando direitos”. “Crianças, mulheres grávidas, sexo explícito. Eu tenho áudio de morador, aqui. Eles não são maltratados, eles são muito bem tratados [...] A partir do momento que eles violam a sociedade, não podemos deixar isso acontecer”, afirmou.  

“Se eles [cidadãos em situação de rua] chegaram para o prefeito e falaram que queriam ir embora, o prefeito tem o direito de pegar uma condução e levá-los, sim”, complementou Andrea, em seu discurso. “A documentação, a meu ver, já foi encaminhada ao Ministério Público, e isso será investigado por esse órgão. E os culpados serão punidos com o rigor da lei”, destacou Pavão da Academia (MDB), no seu pronunciamento. Já Nelson Almeida (Solidariedade) disse que, até o momento, não possuía nenhum documento oficial, do MP ou da área de Direitos Humanos, para se basear. Ressaltou, inclusive, que é da base do governo, mas que não tem nenhuma indicação de cargo político na prefeitura.

Vitor Gabriel defende a união dos vereadores, visando reivindicar pontos de ônibus na SP 101

VitorGabriel 02.03.2021“Principalmente nos dias de chuva, a população que usa o transporte público sofre muito com essa questão”, disse Vitor Gabriel“Essa é uma legislatura diferente, onde lutamos muito pelo ideal dos nossos munícipes”. A declaração foi emitida pelo vereador Vitor Gabriel (PSDB), na sessão desta segunda-feira (2). No discurso, o parlamentar agradeceu a todos os pares, “que se empenham muito, na representação da nossa população”. E defendeu a luta conjunta, em prol da instalação de pontos de ônibus na Rodovia SP 101. 

Vitor disse que recebeu reclamações de munícipes sobre o problema da falta de pontos de ônibus, que é antigo. “Principalmente nos dias de chuva, a população que usa o transporte público sofre muito com essa questão. E já faz muito tempo”, ressaltou. “Paga-se muito caro pela passagem. E já não se tem um transporte de qualidade”, complementou, no pronunciamento no Plenário.

VACINAÇÃO

No discurso, o parlamentar também parabenizou o “trabalho fantástico” desempenhado pelas equipes da área de saúde, no processo de imunização dos moradores contra a Covid-19. “A cidade está bem avançada nesta questão”, disse. 

FUTEBOL

Vitor também parabenizou as equipes dos times de futebol Unidos do Paviotti, Unidos do Paulista e Ponte Preta Monte Mor, que participaram de partidas realizadas no município de Paulínia, no final de semana, trazendo troféus para a cidade. 

Em reunião com CPFL e Executivo, vereadores apresentam demandas de iluminação pública

14.07.2021 CPFL 02A reunião ocorreu no Plenário, e foi agendada pela Presidência, após o recebimento de reclamações e solicitações dos vereadoresVereadores de Monte Mor se reuniram nesta quarta-feira (14) com a consultora da CPFL, Talita Pinotti, e com o secretário municipal de Administração, Trânsito e Mobilidade Urbana, Thiago Ebert. O objetivo do encontro, liderado pelo presidente da Casa, vereador Alexandre Pinheiro (PTB), foi discutir as demandas de melhorias na prestação dos serviços de iluminação pública, bem como os valores que são cobrados em áreas rurais do município, alvo de frequentes reclamações dos moradores. Também participaram do encontro os vereadores Altran (MDB), Beto Carvalho (DEM), Bruno Leite (DEM), Nelson Almeida (Solidariedade), Pavão da Academia (MDB), Professor Adriel (PT), Professor Fio (PTB), Vitor Gabriel (PSDB) e Wal da Farmácia (PSL), além de assessores.

Segundo a Presidência da Câmara, a consultora da CPFL respondeu a alguns questionamentos apresentados pelos vereadores sobre o assunto, e ficou de dar respostas, futuramente, a outras questões mais complexas que foram elencadas. Além disso, disponibilizou seu contato para recepcionar manifestações futuras, e se comprometeu a levar à empresa as dúvidas quanto ao impasse sobre o órgão que teria competência para realizar as manutenções e trocas de lâmpadas queimadas - já que há controvérsia sobre o assunto, que seria de responsabilidade ou da concessionária de energia elétrica ou da própria prefeitura. A reunião ocorreu no Plenário, e foi agendada pela Presidência, após o recebimento de reclamações e solicitações dos vereadores.

Foto Lado a Lado