Bruno comenta PL que prevê obtenção de empréstimo pela prefeitura: “qual a prioridade?”

BrunoLeite 13.06.2022 DiscursoO vereador Bruno Leite, na sessão da segunda-feira, 13Na sessão ordinária da última segunda-feira (13), o vereador Bruno Leite (UNIÃO) comentou o Projeto de Lei 77/2022, em tramitação na Câmara, que prevê a obtenção de empréstimo de R$ 50 milhões pela prefeitura. “Não importa se [o recurso para pagamento] é do Tesouro ou não. É dinheiro público, dinheiro do povo. […] Qual é a prioridade, asfaltar o [Jardim] Colorado ou [alugar] essas tendas para festas?”, disse, em referência à licitação feita pela prefeitura para “contratação de empresa especializada na locação de estruturas para eventos”.

No pronunciamento, Bruno ainda disse que essas tendas para eventos poderiam ser obtidas a partir de “parcerias com a iniciativa privada”, por exemplo, ou através de patrocínios. E que os R$ 2,2 milhões previstos nesta licitação seriam suficientes para fazer o asfaltamento do Colorado – bairro sobre o qual, inclusive, o Poder Executivo “disse que já tinha recurso guardado para o asfalto”. “Agora, pegar emprestado R$ 50 milhões, pagar R$ 91 [milhões]?”, criticou o vereador, sobre os juros previstos no Projeto 77/2022, da prefeitura.

Bruno ainda salientou que os parlamentares não estão se recusando a liberar o asfalto para ninguém. Mas defendeu a importância de o Poder Executivo apresentar um projeto, com o detalhamento das obras que seriam realizadas após a obtenção do empréstimo previsto no PL. “O que não dá é autorizar um empréstimo de R$ 50 milhões, e a gente não saber para onde vai [o recurso]. Quais serão as empresas que vão vencer essas licitações? [...] Será que tem algum partido por trás disso?”, questionou o vereador, na sessão do Poder Legislativo. 

CARGOS

O parlamentar também reivindicou que o departamento Jurídico da prefeitura libere o Projeto de Lei que prevê o plano de cargos e carreiras dos servidores públicos. Segundo Bruno, a propositura está em análise desde maio, e ainda não foi remetida à Câmara, para apreciação dos vereadores. “O servidor tem pressa em relação a isso”, relatou, pedindo agilidade.